Hoje, refletia sobre as diversas vezes em que mães e até mesmo esposas de alunos vieram me relatar as profundas transformações que o Aikido trouxe para suas vidas. Recordo-me, em especial, de uma mãe cujo filho era um adolescente rebelde, preguiçoso e desrespeitoso com os familiares. No entanto, após dedicar-se ao Aikido por algum tempo, ele passou a demonstrar uma postura totalmente diferente: tornou-se uma pessoa proativa, respeitosa e participativa nas atividades em família.Também ouvi relatos semelhantes de esposas sobre as mudanças positivas que o Aikido promoveu em seus maridos. Um depoimento, em particular, marcou-me profundamente: uma esposa, psicóloga, afirmou publicamente que o Aikido salvou seu casamento. Segundo ela, passaram a existir “dois maridos”: o anterior ao Aikido — ranzinza, reclamão, dono da verdade e de convivência quase insuportável — e o atual, tranquilo, harmonioso, atento e solidário.Esses relatos se repetem com frequência e sempre me trazem imensa satisfação, especialmente durante nossos encontros comemorativos, nos quais os familiares dos alunos também participam, compartilham vivências e fortalecem laços.Infelizmente, o longo período da pandemia nos afastou um pouco desses queridos companheiros de jornada no Aikido e, mais ainda, de suas famílias. Anseio pelo momento em que possamos, novamente, nos reunir e desfrutar dessa convivência tão rica e transformadora. O Aikido não se limita ao treino no tatame; ele se estende como uma experiência social profunda entre os praticantes e, sobretudo, com suas famílias.Envio a todos um abraço fraterno e caloroso.
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Uma pequena História sobre o principio Feminino
Segundo a ciência, a vida teve início na Terra há mais de três bilhões de anos, com organismos unicelulares que se reproduziam por divisão celular, sem qualquer diferenciação sexual. Durante bilhões de anos, a vida evoluiu sem a existência do masculino, em um ambiente aquático que pode ser simbolicamente compreendido como um grande útero primordial.Com a evolução das formas de vida, surgem as primeiras células com cromossomos e, mais tarde, os primeiros organismos multicelulares, nos quais aparecem os primórdios da diferenciação sexual. Somente muito depois, há cerca de 400 milhões de anos, surgem os primeiros vertebrados ovíparos e, aproximadamente 125 milhões de anos atrás, os mamíferos com uma clara distinção entre fêmeas e machos.Podemos, assim, afirmar que o princípio feminino antecede o masculino em bilhões de anos e que a própria existência do masculino dependeu da preservação e da continuidade do feminino. Ambos emergiram e se desenvolveram em simbiose, sendo nutridos no útero primitivo das águas.No entanto, os princípios feminino e masculino não se limitam aos corpos físicos. À luz da biologia, da psicologia e da filosofia, compreendemos que ambos coexistem em cada ser humano, independentemente de sua forma corporal. Um pode se manifestar de maneira mais evidente, enquanto o outro permanece latente, mas ambos estão presentes.Grande parte dos conflitos e violências relacionados às questões de gênero nasce justamente da negação dessa integração. A superação desses impasses passa, necessariamente, por uma educação baseada na ciência, no humanismo e no respeito à diversidade, capaz de formar pessoas mais conscientes e livres de preconceitos.Luz e felicidade às mulheres e aos princípios feminino e masculino que habitam em todos nós.